Autonomia: Como a confiança nos funcionários pode potencializar seu negócio

Autonomia: Como a confiança nos funcionários pode potencializar seu negócio

As dinâmicas de trabalho dentro uma empresa e, consequentemente, a relação entre seus colaboradores depende de inúmeros fatores e influencia diretamente os resultados da organização. Lidar com vários tipos de personalidades dentro dessas dinâmicas se torna uma importante questão que envolve todos da empresa. Controlar indivíduos não é uma prática que se faz mais tão presente em ambientes de crescimento e desenvolvimento, sendo substituída pelo direcionamento efetivo dos mesmos.

Nesse sentido, é visível que iniciativas devem ser estimuladas e alinhadas aos objetivos principais que fazem parte da empresa, supervisionadas de forma aberta e transparente. O que isso quer dizer é: deixe que o trabalho seja desenvolvido e confie nele, observando pontualmente e dando feedbacks. O segredo aqui envolve não somente deixar as coisas fluírem, mas sim ter a certeza de que tudo dará certo no final.

Mas essa certeza envolve alguns quesitos que precisam estar claros aos gerentes que supervisionam o trabalho e aos responsáveis pela contratação de pessoal e respectivo aprendizado dos mesmos após a entrada. Esse aprendizado é a base para a independência no trabalho, pois somente com conhecimento acerca do papel de cada um é que se pode desenvolver uma construção de sucesso. Membros capacitados tem maior base intelectual e prática para tomar decisões e alavancar resultados.

Além disso, durante o trabalho, o reconhecimento sobre os resultados também é um fator crucial para que o funcionário desempenhe sempre o melhor de si dentro da empresa. Colher os frutos do desenvolvimento estimula o indivíduo a correr atrás de mais conhecimento e bagagem profissional para se manter sempre ativo e visível dentro dos objetivos traçados.

Em relação ao ambiente no qual todos estão inseridos, a tranquilidade e a confiança do mesmo contribuem fortemente para o desenvolvimento da independência de cada um dos seus colaboradores. Na prática, é possível observar que muitas empresas constroem um clima de tensão sobre o trabalho realizado com, por exemplo, políticas muito fortes de punição, metas impossíveis de serem alcançadas, dentre outras, gerando certo desconforto no decorrer do tempo e não aproveitando da melhor maneira possível as particularidades de cada um.

Por outro lado, as responsabilidades que são designadas também contribuem para que os funcionários se tornem mais independentes, muito alinhado com a questão do reconhecimento pelo dever cumprido. Todos os deveres e objetivos direcionam a pessoa a desenvolver uma estratégia de solução que aumente seu desempenho e facilite na resolução do trabalho. Além disso, ter em mente que a maneira como o processo será realizado e que ela depende mais da pessoa do que de alguma ordem superior aumenta a confiança e criatividade, consequentemente tornando-a mais livre na realização do serviço.

Aliado às responsabilidades, é importante esclarecer a diferença entre independência e autonomia. A primeira dialoga com a ideia de fluidez, de iniciativa, de participação. Já a segunda traz uma visão mais aberta, no sentido de liberdade quase que sem restrições, onde o trabalho independe de qualquer outra ordem. Essa comparação se faz significativa porque é essencial que as regras sejam claras e a independência se dê dentro delas, para que tudo se desenvolva da maneira mais eficiente e organizada possível.

Fazer parte de uma equipe também ajuda na questão da confiança dentro do ambiente de trabalho. Poder contar com outros membros, no sentido de ajudar e ser ajudado, contribui fortemente para o espírito de independência, pois é criado um círculo de pessoas que compartilham angústias e alegrias do dever de cada dia.

Por fim, e talvez mais importante, ter um plano motivacional de qualidade e que esteja de acordo com a realidade da empresa se torna chave para o ótimo desempenho do trabalho. Funcionários que se envolvem e se sentem estimulados a cumprir suas funções e alcançar suas metas dão muito mais de si e oferecem grande qualidade aos resultados.

Assim, muitas vezes repetimos que as pessoas são o principal capital da empresa, no entanto, só ter pessoas qualificadas e de confiança não é suficiente. É necessário dar a elas apoio e liberdade para que se desenvolvam e alcancem o seu verdadeiro potencial, o que contribui para o crescimento da empresa e de todos que fazem parte dela.

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