Como contratar um funcionário ideal para sua empresa?

Como contratar um funcionário ideal para sua empresa?

Um dos grandes pilares para o sucesso de um negócio é a maneira como seus funcionários se articulam tanto internamente quanto com o seu público-alvo. Dessa forma, a escolha e preparação de uma equipe de excelência se mostra tão importante quanto o produto ou serviço a ser vendido, já que é por meio de seu atendimento que o cliente será fidelizado. Sendo assim, existem algumas dicas a serem exercidas para a seleção e desenvolvimento de um funcionário ideal.

A assimilação da cultura da empresa aos seus funcionários é um dos fatores primordiais para o triunfo das vendas, já que por meio dela que eles irão se orientar e transmitir o que a empresa de fato é, relacionando o cliente com a marca e tratando-a com um senso de pertencimento orgânico, de modo a se enxergarem como parte do todo.

Ademais, uma empresa com uma cultura bem estruturada e constantemente nutrida impacta diretamente na qualidade e na efetividade do trabalho, já que agrega motivação e proatividade as pessoas relacionadas.

Sendo assim, como primeiro passo, recomenda-se que a empresa tenha estabelecido sua cultura, realidade que pode ser alcançada com o estabelecimento de um Plano Estratégico bem estruturado e transparente, que guiará tanto a empresa quanto todos com quem ela se relaciona.

Neste tópico, é importante focar na elaboração de alguns mecanismos de orientação, como o  MVV – Missão, Visão e Valores -, que destrincha a personalidade da empresa. Além das Matrizes SWOTs e do Business Model Canvas.

Uma cultura estabelecida, então, fornece uma base mais sólida a sua organização. Contudo, ainda são necessárias artimanhas para manter essa cultura aquecida e condizente com a realidade. O estabelecimento de reuniões constantes, dinâmicas e integrativas, além de planos motivacionais em contínua fluidez são boas medidas para isso.

Uma segunda recomendação é  a elaboração de dinâmicas internas que articulem o funcionário com a marca; os empoderem e capacitem; e fixem esse senso de enraizamento.

Os processos de gamificação – elaboração de dinâmicas lúdicas que bonificam e dão prêmios aos funcionários merecedores -, muitas vezes, podem representar ganhos efetivos. Porém, eles devem ser idealizados só após um estudo cuidadoso da empresa e das suas equipe, já que também podem acarretar em resultados contrários aos esperados, fomentando funcionários competitivos, individualistas e desalinhados entre si.

Um terceiro ponto a se salientar é que um funcionário ideal, diferente do que é comumente visualizado no mercado afora, não deve atender seus clientes com um viés manipulador e persuasivo, já que isso polui o atendimento e acaba distanciando ainda mais os clientes que entendem essas intenções. Com isso, ele deve buscar entender o indivíduo, seus contextos e as suas necessidades, de maneira a fomentar um relacionamento ativo e consciente.

Para isso, então, mostra-se necessário o estudo das personalidades de seus clientes, de modo a sempre entendê-los e assim moldar-se em cada atendimento, gerando um serviço único e personalizado.

Esses fatores são responsáveis por conectar o cliente com a marca. Mas para isso se concretizar, é necessário fugir apenas do âmbito teórico e começar a realizar ações na prática. A disponibilidade de treinamentos envolvendo Eneagramas poderiam ser medidas efetivas para isso – modelo que descreve as diferenças individuais tendo por base 9 tipos de pessoas e que identifica o papel das emoções em si e no próximo.

Como quarta recomendação, após o funcionário buscar entender quem está atendendo, ele deve guiar o cliente para a compra. Dessa forma, essa etapa está relacionada a um pitch sutil e bem articulado – a comunicação que o funcionário tem com o cliente, de maneira a expor seus propósitos.

Sendo assim, o atendimento mais rápido pode representar maior retorno a empresa, de acordo com a maior rotatividade de clientes. Contudo, se esse atendimento não estiver em paralelo com uma comunicação boa, sucinta e determinada, as chances da não fidelização são grandes.

Por isso, o pitch pode ser diferencial na hora do faturamento, já que pode acelerar o processo de venda e contextualizar bem o cliente com os propósitos da empresa de maneira breve e efetiva. No entanto, deve ser sempre moldável para fornecer um atendimento personalizado e único.

Outra forma de agregar valor na interação com o cliente é o estudo e aplicação da programação neuro-linguística (PNL).

A PNL consiste basicamente em, por meio da linguística, atingir e influenciar uma mente pensante em orientar-se a uma determinada ação. Para isso, então, também torna-se necessário entender bem a perspectiva do cliente.

Neste contexto, aborda-se o Rapport, que para Anthony Robbins é “a capacidade de entrar no mundo de alguém, fazê-lo sentir que você o entende e que vocês têm um forte laço em comum. É a capacidade de ir totalmente do seu mapa do mundo para o mapa do mundo dele. É a essência da comunicação bem-sucedida”.

O Mirroring ou espelhamento é um dos exemplos de Rapport. Ele constitui basicamente em imitar comportamentos físicos do cliente de maneira a conectar-se com ele, interligando-o com a marca, de forma empática e familiar.

Essa técnica foi evidenciada ao longo do tempo, onde pesquisadores confirmaram que grupos que se mantinham em contato por muito tempo acabavam adotando comportamentos similares. Em um contexto mais extremo, essa similaridade poderia chegar até na sincronização dos batimentos cardíacos, como é o caso de alguns casais.

Assim, é na relação da venda que o cliente enxergará a aptidão do funcionário em resolver os seus problemas, não apenas em fazer uma negociação vazia, transmitindo assim confiança e respeito mútuo – fatores que impactam diretamente na fidelização e na credibilidade da empresa.

Nota-se, por conseguinte, que a contratação de um funcionário ideal está muito acima de suas características individuais, mas também da estrutura cultural e organizacional que a empresa fornece aos membros. Dessa forma, é sabido que, diante das inúmeras personalidades envolvidas em um atendimento ou na fabricação, uma equipe diversa, alinhada e capacitada pode agregar muito mais valor do que contratar um funcionário somente por suas habilidades individuais, sem antes entender o contexto empresarial na qual ele emergirá.

Portanto, ter uma visão holística do funcionamento da empresa e associar os valores que ela tem com a capacidade técnica e cognitiva de seus membros, de maneira a encaixá-los efetivamente com o organismo empresarial, podem ser medidas sustentáveis para sua expansão.

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