Vale a pena investir na minha ideia?

Vale a pena investir na minha ideia?

Muitos querem ser seus próprios chefes, trabalhar com o que gostam, serem felizes e bem sucedidos com seu negócio. No entanto, sem planejamento e uma gestão correta, dificilmente sua empresa chegará muito longe. Então, qual a melhor forma de investir no seu sonho? Será que vale a pena investir na sua ideia? Vamos responder essas perguntas e mais algumas que surgirão. Prontos pra começar?

No final de 2018, no Brasil, existiam mais de 2 milhões de novas empresas formalizadas no ano, segundo dados no site da Serasa Experian sobre Indicador de Nascimentos de Empresas. Mas quantas delas passarão dos 5 anos de existência? Em 2015, a pesquisa de Demografia das Empresas do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) constatou que 60% das empresas com pouco mais de 5 anos fecham suas portas. Nesse cenário, algumas indagações são inevitáveis: quais são os motivos mais frequentes para o fim de um negócio? Como faço para evitá-los?

De acordo com o estudo de sobrevivência das empresas realizado pelo SEBRAE, ao estudar 2000 empresas ativas e inativas após 2 anos de existência, existem alguns fatores díspares entre ambas, que são recorrentes, como demonstra a tabela abaixo:

(Fonte: Site SEBRAE, Sobrevivência das Empresas no Brasil: Outubro/2016 – Resumo/Apresentação)

Ao analisarmos a tabela, ficam evidentes alguns aspectos relevantes para a sobrevivência e sucesso de uma empresa. O primeiro fator é referente às motivações para a abertura do seu negócio. Você tem conhecimento agregado sobre o ramo da empresa? O cenário atual, seja no seu bairro ou no âmbito nacional, é propício para o sucesso dela? E, por último, mas não menos importante, é determinante para o rumo do seu negócio saber qual a sua motivação, pois outro fator muito importante a se considerando é a sua felicidade. Se a resposta para alguma das perguntas foi não, é necessário dar um passo para trás e estudar mais sobre a área da sua empresa, já que conhecer o seu negócio é essencial. A internet pode ser uma ótima aliada, mas visitas a outras empresas do ramo, e perguntas sobre o negócio para quem já tem um nível de conhecimento sobre o assunto também são métodos muito úteis. Conhecimento nunca é demais, e assim, depois, sem cambalear, você poderá dar passos mais sólidos para frente.

Agora, vamos para um momento mais técnico: é muito importante, antes de começar a sua empresa, descobrir se ela é viável. Para isso, uma das ferramentas que você pode usar é o VPL, ou o Valor Presente Líquido, usado para analisar a viabilidade de investimento no seu negócio. E como isso é feito? Consideramos o investimento inicial (saída no fluxo de caixa) mais o retorno dos investimentos nos meses seguintes (entrada no fluxo de caixa). Nós sabemos, a conta pode parecer complicada, mas temos o nosso fiel escudeiro, o EXCEL, além de calculadoras financeiras, aplicativos e sites na internet que podem auxiliar nessa etapa. Depois do cálculo, existem 3 resultados possíveis: VPL positivo, ou seja, o investimento é viável e trará ganhos; negativo, que significa que o investimento é inviável e acarretará perdas; e neutro, ou seja, o investimento não te dará prejuízo, mas também não lhe dará lucros.

Ainda nessa perspectiva, existem outros indicadores que podem ser utilizados. O Payback é utilizado para calcular o período de retorno do investimento no projeto. A TIR (Taxa Interna de Retorno) é usada para avaliar a atratividade de um projeto ou investimento, é dada em porcentagem e, caso ela exceda a taxa mínima de atratividade significa que o negócio é viável, caso não exceda o mesmo deve ser rejeitado e, se for igual, a decisão fica a critério do gestor. O Break Even Point – ou Ponto de Equilíbrio da empresa, é um indicador utilizado para mensurar o limiar entre lucro e prejuízo de uma empresa durante um determinado período de tempo. O Ponto de Equilíbrio é onde as receitas totais e as despesas de uma empresa se igualam em um determinado período. Vale ressaltar que todos os indicadores mencionados fazem parte do escopo de viabilidade econômica do Grupo Gestão e são realizados pela nossa equipe.

Outro aspecto relevante é o de planejamento e gestão. Para isso, é necessário estruturar um plano de negócios, que é formado por um planejamento estratégico e um planejamento financeiro. Para isso, existem algumas ferramentas muito úteis, que nós, do Grupo Gestão, utilizamos. Para o estratégico algumas delas são: o Business Model Canvas, a Análise SWOT, a SWOT Cruzada, o Value Proposition Canvas, entre outras. Além de outras informações, uma das que podemos adquirir são os pontos fracos e fortes da sua empresa, além de definir oportunidades e ameaças e, assim, montar estratégias. Para o financeiro usamos algumas etapas: fazer o Plano de Contas, montar projeções, calcular os indicadores, montar o Dashboard – tudo isso dentro do nosso velho amigo, o EXCEL.

E por fim, chegamos no último ponto: os cursos de capacitação. Além dos cursos presenciais, existem, também, os online, com cargas horárias flexíveis, que permitem que você aprenda como administrar seu negócio com um curso que se adeque a sua rotina. Segue a dica: no site do SEBRAE existem várias opções de cursos gratuitos.

Agora, após analisar que foi dito e utilizar as ferramentas apresentadas, você mesmo(a) já pode responder: qual a melhor forma de investir no meu sonho? Será que vale a pena investir na minha ideia?

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Parte do Movimento Empresa Júnior, o Grupo Gestão é uma organização sem fins lucrativos, formada por alunos da Universidade de Brasília, com o propósito de impactar a sociedade através de uma consultoria empresarial inovadora.

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