João Marcos – Saí do GG e fui para…

João Marcos – Saí do GG e fui para…

Quem é o João Marcos?

Sou aluno de Engenharia de Produção da UnB e estou no 12º semestre. Nascido e crescido em Brasília. Gosto de praticar esporte e vivi grande parte da minha vida nos tatames, competindo e treinando jiu-jitsu.

Em qual período foi membro do GG? E de quais áreas fez parte?

Fui membro do GG de setembro de 2015 a dezembro de 2016. Em 2016 acredito que o GG tinha um organograma diferente do atual. O “back office” era divido em algumas áreas que acredito não existirem mais hoje (como área): Finanças, Operações e Gestão de Pessoas. E logo após o período como trainee, entrei na área de Finanças, mas como assessor tínhamos cargos, também, de consultor, mantendo a dupla função dentro da empresa. Depois de 6 meses como assessor, me candidatei à diretoria de finanças e assumi a gestão no 2º semestre de 2016.

O que você fez/está fazendo profissionalmente após sua saída do GG?

Logo após minha saída do GG, entrei no BTG Pactual na área de Transformação Estratégica do banco.

Como você conseguiu seu estágio/trabalho? Tem alguma dica pra compartilhar com a gente?

No final da minha gestão como diretor financeiro do GG, iniciei os estudos para alguns processos seletivos de mercado financeiro em São Paulo, que consistem basicamente de prova de lógica, dinâmicas/case e entrevista.

A Fundação Estudar tem alguns programas legais, como a Ene Mercado Financeiro e o Imersão Mercado Financeiro, que te deixam mais próximos das empresas e faz com que você acabe pegando algumas dicas de como são os processos seletivos e o ambiente de trabalho de onde você quer trabalhar.

Algumas empresas no mercado financeiro não cobram que você tenha conhecimento técnico para trabalhar e acabam escolhendo o candidato que mais se adequa ao “perfil” da empresa. Mas, busquei estudar alguns pontos que achei que iam agregar, seja ou para minha carreira ou para processos seletivos:

– Conhecimentos técnicos: para a carreira em Private Equity/IBD (áreas conhecidas dos bancos de investimento), as vezes é cobrado noções básicas de economia e finanças.

Então, busquei ler bastante o portal Valor Econômico e estudar alguns livros de finanças corporativas e valuation (ex.: Corporate Finance, Brigham & Ehrhardt e Valuation – Measuring and Managing the Value of Companies, McKinsey&Company). Para quem prefere cursos, a Saint Paul oferece alguns de especialização no mercado financeiro que são até mesmo usados por vários programas trainee dentro dos bancos.

Na UnB, busquei fazer algumas matérias que eram módulo livre para o curso de Engenharia de Produção, mas que me ajudaria nesta etapa, como, por exemplo: Avaliação de Empresas, Macroeconomia e Microeconomia.

– Prova de inglês e raciocínio lógico: grande parte das questões são trazidas do GMAT. Assim, busquei alguns livros preparatórios e estudei por eles.

– Cases: treinei dinâmicas com os próprios membros do GG, que sempre se mostravam disponíveis em ajudar nesse quesito. Os cases consistem basicamente em resolução de problemas (que muitas vezes não tem solução), mas que medem o seu raciocínio lógico e como você organiza suas ideias.

– Entrevista: busquei ter um pitch feito de 5 minutos, tentando mostrar resultados que eu já tinha conquistado, e uma tese de investimento bem consolidada (em qual setor/empresa você investiria e por quê?), além de buscar entender bastante sobre a empresa, a qual estava aplicando. Se tiver interessado em uma empresa de capital aberto, algumas informações estão disponíveis na parte de Relacionamento com Investidor.

Quais atividades você exerce no dia-a-dia do seu estágio/trabalho?

Aqui no BTG, a rotatividade das pessoas entre as áreas ocorre frequentemente, isso que me fez, também, optar por trabalhar aqui. Além disso, o banco tem a política de formar pessoas com atividades de back office para, assim, levá-las para realizar atividades fim, vinculando bastante a cultura de partnership e meritocracia.

Iniciei, no começo do ano, trabalhando para otimizar os processos de Collateral Management de Crédito, gestão das garantias financeiras para as operações de crédito feitas pelo banco. Hoje, eu ajudo a garantir o fluxo de informação de diversos tipos dentro do banco. Sejam elas informações internas, ou informações de operações de renda fixa, variável de trades Onshore, trades Offshore (NY e Cayman) feitos na Bolsa ou Mercado de Balcão. E assim controlo indicadores e riscos relacionados a isso reportando para os heads do banco. Além de receber bastante responsabilidade, tenho contato com diversas áreas e com diversos produtos financeiros e estrutura de operações que eu nem imaginava que aconteciam.

Conta pra gente um pouquinho sobre sua experiência no GG!

Minha experiência no GG foi muito intensa. Iniciei o primeiro semestre como trainee e logo percebi como estava rodeado de pessoas e com alto potencial. Assim, busquei me envolver em tudo que estava ao meu alcance, buscando sempre melhorar a empresa.

No semestre seguinte, como assessor financeiro, tive bastante liberdade para atuar em diversos projetos e aplicar algumas metodologias financeiras na empresa. Inserimos novos escopos para o GG, como Análise de Viabilidade, Valuation e Controle de Caixa.

A diretoria foi um período em que tínhamos uma meta de quadruplicar o faturamento referente ao ano anterior, bastante ousada pra época. Isso fez com que a empresa ficasse bastante unida em prol desse desafio. Levantamos as principais atividades desempenhadas pelo GG e abdicamos de diversos hábitos na empresa que não agregavam valor para, cada vez mais, desempenhar atividades que agregavam valor para os clientes e nos preparassem para o mercado de trabalho. Buscamos novos escopos para os projetos em prol de novos desafios, aprendizados e, é claro, para alcançarmos a meta.

Como o Grupo Gestão influenciou sua vida?

Vejo que a boa universidade se difere de outras, não em conteúdo, mas em oportunidades que ela te proporciona. A UnB foi uma grande universidade para mim e um dos motivos foi o Grupo Gestão. A empresa júnior, em geral, agrega bastante na vida do aluno universitário com networking e experiência profissional.

Na UnB você está rodeado de ótimos alunos. Por que não se envolver e aprender um pouco com eles? Um ano e meio trabalhando diariamente com colegas de curso foi essencial para eu perceber o quanto eu estava rodeado por pessoas boas. Durante as aulas, por mais que tenhamos disciplinas que envolvam projetos em grupo, as interações com os outros alunos de curso são bem menores que na empresa júnior. Assim, é muito mais fácil melhorar quando temos alguém como referência próxima, como eu tinha na empresa júnior.

Outro ponto que marcou bastante foi a liberdade que tínhamos em propor mudanças. É difícil em outros lugares podermos fazer mudanças na empresa e propor coisas novas como tínhamos no GG. Isso nos dá bagagem para atuar no mercado de trabalho, pois querendo ou não você está lidando com pessoas, que têm reações parecidas seja no GG ou fora.

Sobre o autor

Grupo Gestão

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