COMO CRIAR O PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO PERFEITO PARA A SUA EMPRESA

COMO CRIAR O PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO PERFEITO PARA A SUA EMPRESA

Antes de falar de fato sobre como é possível criar um planejamento estratégico e quais ferramentas devem ser utilizadas nessa criação, é necessário que dois pontos sejam esclarecidos: o que é um planejamento estratégico? Por que fazer um planejamento estratégico? Confira as respostas:

O que é?

Um planejamento estratégico é um conjunto de grandes escolhas que formam um processo sistêmico que permite definir o melhor caminho a ser seguido por uma organização, para atingir um ou mais objetivos, dentro de um contexto previamente analisado, tanto de longo prazo quanto de curto prazo e sob condições de incerteza.

Por que fazer?

O planejamento, se bem realizado, é capaz de responder de maneira prática questões/perguntas que são primordiais para o negócio de qualquer pessoa:

– Do que se trata minha empresa?

– Onde minha empresa está e onde queremos chegar?

– Como chegar no patamar que desejamos?

– Através das respostas dessas perguntas o trajeto para o sucesso se torna muito mais perceptível e alcançável para todos os envolvidos.

Agora que já sabemos do que se trata um planejamento estratégico e por que devemos realizá-lo, resta agora saber como podemos criá-lo e quais são as ferramentas necessárias. Para o processo de criação de um Planejamento Estratégico são estabelecidos 3 grandes passos:

  • Diagnóstico externo e interno
  • Elaboração estratégica
  • Aplicação e monitoramento

Diagnóstico

O primeiro passo dessa etapa é a realização do diagnóstico externo, utilizando a Análise PESTAL, que leva em conta os fatores políticos, econômicos, sociais, tecnológicos, ambientais e legais. Para a operação desta análise, é importante realizar, durante um período considerável, um tempo de pesquisa sobre o mercado inserido e benchmarking com outras empresas em busca de aspectos considerados importantes pela organização.

Já para o ambiente interno, utilizamos o Diagrama de Ishikawa, que nos auxilia na busca de problemas raízes dentro da organização e que servem de base para o preenchimento da matriz SWOT e para o MWB ou OMI. A execução do diagrama é feita através da listagem de todos os problemas atualmente enfrentados pela empresa ou as possíveis futuras “dores de cabeça” e através de uma sequência de questionamentos encontrar o problema inicial.

Agora que já possuímos uma visão macro do ambiente externo, podemos nos preocupar mais com os clientes do nosso negócio – em especial com a Persona, ou seja, a representação fictícia do nosso cliente ideal. A partir dos dados verificados nas outras etapas dentro desse passo, é possível categorizar essa persona de acordo com inúmeras características físicas e psicológicas, como sexo, idade, estado civil, renda média, participação nas redes sociais, hobbies, localização geográfica, entre outros.

Com as análises interna e externa definidas, passamos para a estruturação da Matriz SWOT, dividida em Forças, Fraquezas, Oportunidades e Ameaças. Através do Diagrama de Ishikawa podemos preencher as forças (maiores acertos da organização) e fraquezas (principais problemas) e através das análises externas, em especial a PESTAL, somos capazes de preencher as oportunidades e ameaças encontradas do mercado em questão. Recomenda-se que sejam elencados em torno de 5 “tópicos” para cada “dimensão”, totalizando 20 tópicos. Assim que todos forem elencados, partimos para a montagem da SWOT cruzada, onde cada tópico do ambiente externo vai ser cruzado com cada tópico do ambiente interno, sendo categorizado com um número de 0 a 2 (0 – relação nula, 2 – relação muito forte). Após a montagem completa, é possível verificar visualmente quais relações interferem mais no negócio, seja de maneira positiva ou negativa, e então pensar em estratégias que resultem em melhores resultados.

Elaboração Estratégica

Passando para a parte de estruturação, de fato, da estratégia da organização, a primeira etapa a ser realizada nesse passo é a criação do MVV, isto é, a Missão (a razão da existência da empresa, o seu propósito fundamental), a Visão (uma declaração do que a organização pretende vir a ser em um horizonte de longo prazo), e os Valores (os pilares da organização, as características que representam as prioridades e direcionam os objetivos a fim de que a missão possa ser estabelecida de maneira natural e a visão se torne atingível).

Agora que já sabemos como o mercado está se comportando e introduzimos o propósito da empresa, sua visão e principalmente seus valores principais, se torna possível a elaboração de um mapa estratégico para elaboração dos objetivos. E para isso, utilizamos uma ferramenta chamada Mapa Estratégico BSC (Balanced Score Card), onde fica explícito quais são os resultados que a organização precisa atingir a longo prazo. O Mapa Estratégico BSC é construído com a finalidade de fornecer à organização objetivos macros, porém com o destrinchamento desses objetivos nas áreas de Aprendizagem e Crescimento, Processos Internos, Clientes e Financeiro. Se faz necessário o preenchimento dos objetivos exatamente na ordem disposta anteriormente, para que o objetivo macro possua mais sentido.

Uma outra possibilidade para a estruturação dos Objetivos da empresa é a metodologia Must Win Battles – que consiste na definição de “grandes guerras” relativas aos objetivos que a organização pretende alcançar, a partir daí são elaboradas as “batalhas” referentes a cada “guerra”, que são objetivos menores facilmente gerenciáveis. Para construção das guerras utilizamos uma equação simples: SWOT + MVV = GUERRAS DO MWB, uma vez que a SWOT nos fornece nossas forças e fraquezas e tudo que pode nos atrapalhar (ameaças) e onde podemos crescer mais rapidamente (oportunidades) e o MVV nos recorda o que somos e onde queremos chegar. A partir disso, é possível elaborar por meio de 3 ou 5 frases quais são as guerras que queremos enfrentar.

Com os objetivos definidos, independente da metodologia utilizada, se faz necessário estabelecer metas e indicadores para cada um deles. As metas traçadas devem seguir um padrão chamado SMART, que leva em conta quais são as características necessárias para suas consolidações, sendo elas: específicas, mensuráveis, alcançáveis/atingíveis, reais/realizáveis e que tenham prazo definido.

A partir do momento que os objetivos e metas estão definidos, podemos definir quais são os indicadores que serão capazes de mensurar se os objetivos estão ou não sendo cumpridos (exemplo: meta = aumento de 10% no faturamento do produto X, indicador = faturamento relativo ao produto X)

Até aqui tornamos tudo mais visual e palpável de onde queremos chegar, mas para que tudo isso possa realmente ser atingido, precisamos elaborar um Plano de Ações que irão viabilizar a conquista dos objetivos estratégicos, com as previsões de datas e os responsáveis. E, para que isso seja possível, utilizamos a metodologia 5W2H (What? Why? When? Who? Where? How? How Much?) para cada batalha estabelecida no MWB. Essa metodologia começa a partir das seguintes perguntas:

  • Qual é o plano de ação para a concretização dessa batalha?
  • Por que esse plano de ação deve ser utilizado?
  • Onde esse plano será realizado?
  • Até quando ele deve ser concluído?
  • Quem ficaria responsável pela realização e pelo acompanhamento?
  • Como colocá-lo em prática?
  • Quais os custos para sua concretização?

Aplicação e monitoramento

Este último passo está relacionado com a manutenção de todos os anteriores, afinal de contas, caso todos os passos anteriores tenham sido estabelecidos, mas não monitorados, o trabalho não serviu de nada, pois não é possível saber se a empresa está ou não seguinte na direção correta.

Para o monitoramento das metas faz-se necessário a realização de reuniões semanais de equipe, onde cada área da empresa faz a sua reunião e avalia os seus números, o que foi feito na semana anterior e quais serão as prioridades da semana; realizar reuniões mensais, onde os gestores se reúnem para fazer a avaliação dos resultados; e buscar sempre redefinir periodicamente o SWOT, os objetivos estratégicos, as metas e os planos de ação.

Quanto às metodologias para este passo, podemos evidenciar o quadro de controle – que é nada mais que uma gestão visual das guerras, batalhas e metas estabelecidos anteriormente, e, caso seja necessário, um outro quadro de controle baseado nos dias das semanas com os TO DOs diários, para que ao final do tempo definido para cada meta, ela seja cumprida.

Este último passo parece ser o mais trivial, porém, se não realizado com o empenho necessário pode levar todo o esforço anteriormente desenvolvido para o lixo! Controlar e manter seus objetivos sempre à vista é um passo essencial para que eles sejam cumpridos.

Para saber sempre mais sobre como fazer a sua empresa crescer, conte com a gente!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Quem somos

Parte do Movimento Empresa Júnior, o Grupo Gestão é uma organização sem fins lucrativos, formada por alunos da Universidade de Brasília, com o propósito de impactar a sociedade através de uma consultoria empresarial inovadora.

BAIXE AQUI